Atletas
paralímpicos dão sugestões para fortalecer o esporte local
Em encontro
com o governador Rodrigo Rollemberg nesta quinta-feira (29), grupo pediu que o
Cief possa ser usado novamente para treinos de alto rendimento
MARYNA LACERDA, DA AGÊNCIA BRASÍLIA Atletas paralímpicos da cidade
encontraram-se com ogovernador de Brasília,Rodrigo Rollembergna última quinta-feira (29) para debater
ações de incentivo ao esporte no Distrito Federal. No encontro, noPalácio do Buriti, o grupo reivindicou a volta do Centro Integrado de
Educação Física(Cief), na 907/908
Sul, como local para treinos de alto rendimento.
O governador Rodrigo Rollemberg e a secretária do Esporte, Turismo e Lazer, Leila Barros, receberam atletas paralímpicos e o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons, no Palácio do Buriti. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília
Em 2011, o espaço foi transformado em escola integral e, com isso, o segmento esportivo alega ter perdido estrutura para se preparar para competições. Rollemberg reforçou a importância de dialogar com os representantes paralímpicos locais para alinhar as iniciativas do Executivo às necessidades expostas.
O governo dá apoio financeiro aos atletas por meio de programas como o Bolsa Atleta e o Compete Brasília. O primeiro consiste no repasse de recursos para os participantes, de acordo com a modalidade e o nível de rendimento. O segundo concede passagens aéreas e terrestres para os contemplados participarem de disputas nacionais e internacionais.
Os projetos foram destacados por Rollemberg, que disse estar honrado em receber os atletas paralímpicos que representaram o Brasil e Brasília na Paralimpíada. O governador ressaltou também o desempenho positivo das equipes, que colocaram o País em oitavo lugar no quadro de medalhas.
“Essa também é a oportunidade de ouvi-los, de saber como o governo pode fortalecer as políticas de incentivo ao esporte, especialmente o paraolímpico. O objetivo é que o esporte seja instrumento de inclusão social”, concluiu Rollemberg.
Presente no encontro, a secretária do Esporte, Turismo e Lazer, Leila Barros, falou sobre a importância de ampliar programas de incentivo e isenções para o setor. “Brasília tem a tradição de formar atletas, mas eles vão embora para outras unidades da Federação. Estamos avaliando políticas para atendê-los.”
EDIÇÃO: RAQUEL FLORES
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
Entrevista: Saiba por que brasileiros e turistas avaliam bem as Paralimpíadas
Apresentação Valter Lima
O nível de satisfação dos entrevistados de todas as nacionalidades foi bastante alto, superando os 88% dos estrangeiros e 99% dos brasileiros que disseram ter suas expectativas atendidas.
Nesta entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional AM, o Diretor do Ministério do Turismo e Porta-Voz da Casa Brasil, Jun Yamamoto. afirma também que a segurança pública foi avaliada com mais de 80% de satisfação, com “Muito Bom” e “Bom” : "Eu acho que esses pontos são muito importantes, que mostram que o Brasil está realmente preparado para sediar grandes eventos, sobretudo por conseguir entregar as obras a tempo" .
Jun Yamamoto disse ainda que o turismo acaba beneficiado por toda essa logística, como por exemplo, a linha 4 do Metrô que está aberta para toda a comunidade.
Brasília receberá UFC no Nilson Nelson no sábado (24)
Governador Rodrigo Rollemberg recebeu representantes da empresa organizadora do evento nesta quinta-feira .
Da Agência Brasília
O maior evento de MMA (sigla em inglês para mixed martial arts) do planeta desembarca na capital do País, no Ginásio Nilson Nelson, no sábado (24). Para o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, será mais uma oportunidade de mostrar os monumentos de Brasília ao mundo. Os 13 combates da noite do UFC (ultimate fighting championship) serão transmitidos para 155 países, e a empresa organizadora exibirá imagens da cidade nos intervalos das lutas.
“Com o alcance do UFC, poderemos apresentar a imagem da nossa cidade para milhões de pessoas em centenas de países. Esperamos que Brasília possa entrar definitivamente no circuito do UFC”, destacou o governador nesta quinta-feira (22), em reunião com o vice-presidente sênior e consultor operacional do UFC, Lawrence Epstein, e com o consultor do UFC no Brasil, Guilherme Farhat. O encontro ocorreu na Residência Oficial de Águas Claras.
Lawrence Epstein elogiou a estrutura brasiliense disponível para o evento e demonstrou interesse em promover outras edições do UFC na capital. “Brasília também conta uma população com renda per capita alta e um público que certamente vai comparecer”, avaliou.
O nadador André Brasil ganhou duas medalhas de prata e duas de bronze na Rio 2016 Alexandre Vidal/Rio 2016
Na festa organizada em homenagem aos 70 brasileiros ganhadores de medalhas nos Jogos Paralímpicos, os atletas tinham um pedido em comum: mais verbas para o esporte, para que o país mantenha, ou supere, o número obtido este ano no Rio.
O evento foi organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), em um hotel na Barra, na noite de segunda-feira (19). “A expectativa para o próximo ciclo é grande, pois temos muito garotos novos. Vamos prepará-los para trazerem medalhas de ouro. O Brasil tem que continuar investindo nesses atletas e confiando na grande potência do paradesporto. Se parar de investir, nosso rendimento vai cair", disse o judoca Antônio Tenório, ganhador de uma medalha de prata. De acordo com o judoca, a maioria das verbas para manter esses atletas em alto rendimento vem do governo federal.
"Que não se deixe apagar esta chama tão bacana que mostramos aqui no Rio. Um atleta paralímpico não se faz só em quatro anos", acrescentou o nadador André Brasil, que conquistou medalhas de prata e bronze em sua categoria.
"Onde tem investimento, vai ter resultado", diz Ricardinho, ouro no futebol de 5Arquivo/Agência Brasil
Medalha de ouro futebol de 5, Ricardinho ressaltou que os atletas mostram que o investimento feito deu um bom resultado, mas que se pode melhorar.
"É uma matemática simples: onde tem investimento, vai ter resultado. De 2013 para cá, tivemos aumento nos recursos para o esporte paralímpico, e as modalidades evoluíram. Temos que melhorar, pois as outras seleções estão evoluindo, e não queremos ficar para trás. Esperamos que o próximo ciclo continue neste crescente”, afirmou.
A equipe brasileira ganhadora da medalha de bronze no revezamento 4x50m misto, na Rio 2016:, formada por
Susana Ribeiro, Daniel Dias, Clodoaldo Silva e Joana Maria SilvaReuters/Sergio Moraes/Direitos Reservados
Em sua quinta e última paralimpíada, o nadador Clodoaldo Silva teve a honra de acender a pira na cerimônia de abertura dos Jogos, no Maracanã. Ganhador de uma medalha de prata no revezamento, Clodoaldo defendeu a continuidade dos investimentos. "Se não houver isso, os resultados caem", disse o nadador, que considera possível dar continuidade à evolução desses investimentos. "Hoje temos o Centro Paralímpico de São Paulo, que não fica nada a dever a nenhum outro no mundo."
O atleta destacou que, nesta paralimpíada, os brasileiros conseguiram 72 medalhas – 14 de ouro, 29 de prata e 29 de bronze. "Muitos ganharam medalha pela primeira vez. Isto significa que o caminho está certo, que estamos evoluindo, mas que precisamos continuar com esse investimento, para que, em Tóquio, em 2020, ou em 2024, possamos brigar pelo primeiro lugar no quadro geral de medalhas”, disse Clodoaldo Silva.
A cidade-sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2024 será conhecida em setembro do ano que vem. Entre as concorrentes, três capitais europeias – Paris, Roma e Budapeste – e a cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos.
Paralimpíada do Rio é encerrada com "cerimônia musical" no Maracanã
18/09/2016 23h39
Marcelo Brandão - Enviado Especial da Agência Brasil
A Paralimpíada do Rio de Janeiro foi encerrada com uma grande festa musical para os atletasReuters/Carlos Gasrcia Rawlins/Direitos Reservados
Com uma festa com menos protocolar, mais musical e informal, os Jogos Paralímpicos foram encerrados no último domingo (18) à noite no Maracanã. O tom foi de despedida dos Jogos Rio 2016, iniciado pela Olimpíada e finalizado com a Paralimpíada. A impressão foi de uma festa preparada para agradar público e atletas, com simplicidade e objetividade.
O público compareceu em peso e viu um grande show musical, que começou com heavy metal, passou pelo maracatu da Nação Zumbi, MPB, chegando ao funk carioca e ao axé. Os números musicais foram intercalados pelas partes protocolares, como entrega da bandeira do Comitê Paralímpico Internacional (IPC) a Tóquio e os discursos das autoridades.
A exemplo da cerimônia de abertura dos jogos, a chuva marcou presença e espantou muitos atletas, que assistiam às apresentações musicais e se escondiam nos acessos ao gramado. Mesmo com chuva, um grupo de vários países continuou firme e assistiu a todas as apresentações na frente do palco.
No fim, a chama paralímpica foi apagada simbolicamente por 300 cataventos, ao som de A Paz, de Gilberto Gil, cantada por Ivete Sangalo. A chama se apagou, colocando um ponto final em uma celebração única da vida e do esporte em solo brasileiro. Foram 12 dias que mostraram novos esportes ao brasileiro e, sobretudo, mostrou os brasileiros ao mundo. Agora, a chama só será acesa em Tóquio, em 2020.
Craven homenageia brasileiros
O presidente do IPC, Philip Craven, agradeceu aos brasileiros – em especial aos cariocas – por abraçarem os Jogos Paralímpicos. Em seu discurso, entregou a Ordem Paralímpica ao povo do Rio de do Brasil.
“Nos jogos, tivemos muitos ouros. Tenho uma última medalha para entregar. O Comitê Executivo do IPC decidiu unanimemente que entregará amanhã ao povo do Rio e do Brasil a Ordem Paralímpica, a mais alta honra que uma pessoa ou grupo de pessoas pode receber, pelo seu incrível apoio aos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Muito obrigado, cariocas.”
O presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, também elogiou o povo brasileiro. “O povo brasileiro mostrou responsabilidade, coragem, garra e muita determinação. Brasileiros nunca desistem. Mostramos também nossa criatividade e talento. Contagiamos a todos com a paixão de vocês. A maior torcida do planeta é carioca”.
O tom do discurso de Nuzman foi de dever cumprido após uma longa jornada, de “20 anos de construção
desse momento”.
Homenagens a ciclista iraniano
Nuzman e Craven também prestaram homenagens ao ciclista iraniano Bahman Golbarnezhad, que morreu ontem (17), após um grave acidente durante a prova de ciclismo de estrada C4-5.
AParalimpíada do Rio foi encerrada com um show da cantora baiana Ivete SangaloReuters/Sérgio Moraes/Direitos Reservados
“A morte de Golbarnezhad afetou a todos nós e deixou todo o movimento paralímpico de luto”, disse Craven. “Quero mandar uma mensagem aos atletas do Irã e à família do ciclista, que faleceu na prova de ciclismo ontem. Nossas orações estão com vocês. Sentimos muito a sua perda”, completou Nuzman.
Música para todos os gostos
A cerimônia – com ares de festival de música – recebeu os guitarristas Andreas Kisser, Armandinho e Johnatha Bastos. Os três fizeram uma série de performances misturando heavymetal e frevo. Johnatha chamou atenção por ser um exímio guitarrista, tocando o instrumento com os pés, uma vez que nasceu sem os braços. Foi um dos atos de abertura da festa.
Após a execução do Hino Nacional e a entrada das bandeiras dos países participantes, a música voltou ao protagonismo. A Nação Zumbi tocando Maracatu Atômico, Quando a Maré Encher e Praiera. Em seguida, Vanessa da Mata entrou cantando Conto de Areia, canção imortalizada por Clara Nunes.
Ela ainda cantou duas músicas de sua autoria, Por onde ando tenho você e Ai ai ai. Durante a apresentação de Vanessa da Mata, vários atletas da delegação brasileira começaram a correr, fazendo “trenzinho” por entre as cadeiras e ao redor do campo. Vários atletas de outras delegações se juntaram à festa, animando o público nas arquibancadas.
Após a homenagem aos voluntários e a entrega do prêmio Whang Youn Dai, dado àqueles que melhor representam o espírito paralímpico, o cantor baiano Saulo cantou One love, escrita por Bob Marley. Saulo voltaria depois para cantar Beija-Flor, famosa pelo grupo Timbalada na década de 90
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, entregou a bandeira do Comitê Paralímpico Internacional (IPC) para o presidente da entidade, Philip Craven. Este, por sua vez, entregou à prefeita do Japão. Esse momento deu início ao segmento organizado pelo Comitê Tóquio 2020. Um dos destaques foi o dançarino Koichi Omae, que tem a perna esquerda amputada do joelho para baixo.
A festa chegou ao fim e após performances de Nego do Borel, Calum Scott e Gaby Amarantos, Ivete Sangalo encerrou a festa cantando Tempo de alegria. A festa terminou e o público ainda se negava a decretar o fim das Paralimpíadas. Cantou “Ôôô.. Alegria! Alegria!” enquanto os refletores eram acesos.
Edição: Armando Cardoso
Refugiado e fenômeno do atletismo levam prêmio que exalta espírito paralímpico
Nathália Mendes - Enviada especial do Portal EBC
No encerramento da Paralimpíada do Rio, atletas que melhor representam o esporte paralímpico são homenageados
Reuters/Ricardo Moraes/Direitos Reservados
O nadador Ibrahim Al Hussein e a velocista norte-americana Tatyana McFadden receberam, durante a cerimônia de encerramento dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, o prêmio Whang Youn Dai, conferido ao homem e à mulher que melhor representam o esporte paralímpico. Os dois receberam, das mãos do filho da mulher que batiza a honraria, uma medalha de ouro puro, com cerca de 75 gramas.
O prêmio é um símbolo das Paralimpíadas desde 1988 e está sendo conferido desde entãosempre na festa de encerramento. A médica Whang Youn Dai foi a primeira a recebê-lo, em virtude de seu trabalho com pessoas com deficiência, focado nos valores do esporte e dos direitos humanos. A sul-coreana foi diagnosticada com paralisia infantil com três anos, o que não a impediu de se formar em medicina. Ela já foi vice-presidente da Associação Desportiva para Deficientes na Coreia e do Comitê Paralímpico.
Ibrahim é um dos dois atletas refugiados que fazem parte da primeira equipe de atletas independentes da história dos Jogos Paralímpicos. O nadador, que nasceu em Deir ez-Zor, na Síria, competiu nos 50m e nos 100m livre da classe S9, sem conquistar medalhas, mas melhorando suas marcas pessoais.
Estrela
Há três anos, Ibrahim tornou-se vítima do conflito armado iniciado na Síria em 2011. A carreira de nadador foi interrompida após ele ser ferido por uma explosão, que levou à amputação de parte da perna direita. Ele se refugiou na Turquia, onde reaprendeu a andar, e também na Grécia, desembarcando depois de uma viagem a bordo de um barco inflável. Ibrahim também conduziu a tocha olímpica em seu percurso pela Grécia e foi o porta-bandeira da equipe de refugiados na abertura.
Aos 27 anos, Tatyana McFadden é uma estrela do paradesporto. Em quatro participações consecutivas nos Jogos Paralímpicos, ela acumula 16 medalhas nas corridas para cadeirantes - sete ouros, seis pratas e três bronzes, sendo quatro ouros e duas pratas conquistados no Rio de Janeiro, onde disputou todas as provas de sua categoria.
Prêmio
Em 2013, a multicampeã tornou-se a primeira pessoa, entre atletas regulares e paralímpicos, a vencer, no mesmo ano, as quatro principais maratonas do mundo (Boston, Londres, Chicago e Nova York), o que ela viria a repetir em 2014 e 2015. Também naquele ano ela foi a primeira mulher a ganhar seis ouros em uma mesma edição do Campeonato Mundial, vencendo os 100m, 200m, 400m, 800, 1500m e 5000m em Lyon, na França.
Ao todo, 21 atletas foram indicados para o prêmio Whang Youn Dai. O Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês) chegou à lista final, com seis nomes: Jose Luis Casas (Peru), Ibrahim Al Hussein (Equipe de Atletas Independentes), Ammar Ali (Iraque), Tatyana McFadden (Estados Unidos), Zulfiya Gabidullina (Cazaquistão) e a brasileira Verônica Hipolito.
Os vencedores foram escolhidos por um painel independente de juízes, formado por membros do Comitê Executivo da entidade máxima do esporte paralímpico.
Com a melhor campanha na história em Paralimpíadas, o Brasil conquistou 72 medalhas, terminando em oitavo lugar no quadro de medalhas. Dos 136 medalhistas dos jogos, contando esportes coletivos e individuais, houve uma supremacia masculina nos resultados brasileiros. Foram 97 homens que subiram no pódio e 39 mulheres, representando 71,3% das medalhas masculinas.
As brasileiras conquistaram quatro ouros, com Evani da Silva Soares e Evelyn de Oliveira, em parceria com Antonio Leme, na equipe mista de bocha BC3; Shirlene Coelho, que venceu o lançamento de dardo F37 e ainda ficou com a prata no lançamento de disco, e Silvania Oliveirano salto em distância T11. Joana Silva, a Joaninha, também se destacou com três medalhas na natação.
Em comparação, os brasileiros saíram com 24 ouros, sendo em três esportes por equipe e nove individuais. Só o fenômeno Daniel Dias faturou quatro ouros na natação, com nove medalhas no total. André Brasil e Phelipe Rodrigues conquistaram também outros quatro pódios na natação. No atletismo, Felipe Gomes também chegou a quatro medalhas, sendo um de ouro.
Faixa etária
Os jovens atletas brasileiros fizeram a diferença para o país no quadro de medalha. Dos 136 atletas premiados, 88 tinham até 30 anos, ou seja, 64,7%. Outros 49 atletas tinham mais de 31 anos, sendo desses 9 com mais de 41.
A atleta mais jovem a conquistar uma medalha foi Edwarda Dias, de 17 anos, jogadora da seleção de voleibol sentado que ficou com o bronze. Só um ano mais velha, Danielle Rauen, de 18 anos, ficou também com o bronze no tênis de mesa em equipe da classe 6-10.
Os medalhistas mais experientes foram Antonio Leme, da bocha, e Susana Ribeiro, da natação, ambos com 48 anos. Antonio venceu o ouro na equipe de bocha mista BC3 e Susana levou a prata no revezamento misto 4x50 - 20 pontos. Iranildo Espindola, de 47 anos, foi outro veterano que subiu no pódio com um bronze na equipe masculina de tênis de mesa na classe 1-2.
Cerimônia de encerramento da Paralimpíada aposta na música
18/09/2016 20h49
Marcelo Brandão - Enviado Especial da Agência Brasil
Cerimônia de encerramento dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 no Estádio do MaracanãTomaz Silva/Agência Brasil
Os diretores da cerimônia de encerramento dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 mudaram o perfil da festa em comparação à cerimônia de abertura. O Maracanã recebe uma festa mais musical e menos cênica. O número de músicos participantes é extenso. Vanessa da Mata, Gaby Amarantos, Andreas Kisser, Nação Zumbi, Ivete Sangalo, Armandinho, entre outros. A festa teve início com um número de percussão com músicos com deficiência auditiva.
Nas cerimônias anteriores dos Jogos Rio 2016 o centro do campo era ocupado por uma superfície branca, onde eram projetadas várias imagens que compunham o espetáculo cênico. Desta vez, o campo está todo ocupado por cadeiras para os atletas das delegações e espaços para que os cadeirantes possam assistir à cerimônia, concentrada em um enorme palco, no canto do campo.
Cerimônia de encerramento da Paralimpíada Rio 2016
Reuters/Sergio Moraes/Direitos Reservados
A cerimônia – com ares de festival de música – recebeu o guitarrista Andreas Kisser, Armandinho e Johnatha Bastos. Os três fizeram uma série de performances misturando heavy metal e frevo. Johnatha chama atenção por ser um exímio guitarrista, tocando sua guitarra com os pés, uma vez que nasceu sem os braços. Foi um dos atos de abertura da festa.
Números musicais estarão presentes durante a maior parte da festa. A música cederá espaço aos discursos de Philip Craven, presidente do Comitê Internacional Paralímpico (IPC), e de Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Rio 2016. Haverá também pausas para homenagens, como os atletas que receberão o prêmio Whang Youn Dai, dado àqueles que melhor representam o espírito paralímpico. Está programada também uma homenagem ao ciclista iraniano Bahman Golbarnezhad, que morreu durante a disputa da prova de ciclismo de estrada, ontem (17).
O encerramento da festa ficará a cargo de alguns dos mais populares artistas do país. Ivete Sangalo, Nego do Borel e Gaby Amarantos cantarão uma série de sucessos, como Esperando na Janela e Só Love. Os atletas, que não desfilaram, puderam assistir toda a festa desde o começo.
Vanessa da Mata se apresenta na cerimônia de encerramento da ParalimpíadaReuters/Sergio Moraes/Direitos Reservados
Brasil aumenta número de medalhas, mas fica em oitavo lugar na Paralimpíada
18/09/2016 16h08
Sabrina Craide - Repórter da Agência Brasil *
O nadador Daniel Dias foi o atleta com mais medalhas nos Jogos Paralímpicos do Rio Tânia Rêgo/Agência Brasil
O Brasil terminou em 8º lugar no quadro geral de medalhas da Paralimpíada do Rio de Janeiro. Foram 72 medalhas no total, sendo 14 de ouro, 29 de prata e 29 de bronze. Antes do início da competição, a meta prevista pelo Comitê Paralímpico Brasileiro era de que o Brasil ficasse entre os cinco melhores países na conquista de medalhas.
Apesar de ter conquistado mais medalhas que nos jogos de Londres, em 2012, a colocação do Brasil neste ano ficou pior, porque há menos medalhas de ouro, que contam mais pontos na classificação. Em Londres, o Brasil ficou em 7º lugar, com 43 medalhas no total, sendo 21 de ouro, 14 de prata e oito de bronze.
A última medalha do Brasil nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro foi conquistada por Edneusa Dorta. Ela ficou em terceiro lugar na maratona feminina classe T12, para deficientes visuais.
A modalidade em que mais foram conquistadas medalhas pelo Brasil foi o atletismo, com 33 medalhas no total. Na natação, os atletas brasileiros ficaram com 19 medalhas.
Na Paralimpíada do Rio, a China ficou em primeiro lugar, com 239 medalhas: 107 de ouro, 81 de prata e 51 de bronze. Em seguida, aparecem a Grã-Bretanha, com 147 medalhas no total, Ucrânia, com 117, Estados Unidos, com 115, e Austrália, com 81 medalhas.
Ranking paralímpico
Se o oitavo lugar alcançado pelo Brasil no quadro geral de medalhas dos Jogos Paralímpicos deste ano não satisfez a meta proposta pelo Comitê Paralímpico Brasileiro, pelo menos fez com que o país melhorasse de posição no quadro histórico de medalhas nas Paralimpíadas.
As 14 medalhas de ouro conquistadas no Rio fez o Brasil saltar do 26º para o 23º lugar. Ao todo, o Brasil soma 87 medalhas de ouro em toda a história das Paralimpíadas. A marca fez o país ultrapassar Suíça, Bélgica e Finlândia.
A liderança geral continua com os Estados Unidos. Apesar de ter ficado em 4º lugar no Rio de Janeiro, os norte-americanos têm agora 771 medalhas de ouro. Em segundo lugar, está a Grã-Bretanha, com 664 medalhas de ouro. A China, que faturou 107 medalhas de ouro no Rio, deu um salto no ranking: pulou de 7º para 4º, com 443 medalhas de ouro.
Alemanha (3º), Canadá (5º), Austrália (6º), França (7º), Holanda (8º), Polônia (9º) e Suécia (10º) completam a lista dos 10 primeiros. Na sequência, o país que mais saltou foi a Ucrânia. Com as 41 medalhas de ouro, o país foi do 22º para o 13º lugar. Agora, a Ucrânia tem 125 medalhas de ouro. Quarenta e uma delas conquistadas só no Rio de Janeiro.
Veja o ranking histórico de medalhas em Paralimpíadas