domingo, 30 de junho de 2013

Brasil vence Espanha por 3 a 0 e 

conquista Copa das Confederações



Rio de Janeiro – O Brasil venceu a Espanha por 3 a 0 na noite de domingo (30), no Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, e levou o título da Copa das Confederações 2013. Com a vitória, o Brasil tornou-se tetracampeão do torneio, que reúne o atual campeão do mundo e os campeões de cada confederação continental. Os brasileiros foram campeões em 1997, 2005 e 2009.
Fred fez dois gols e Neymar fez o outro. Com os gols de hoje, o atacante do Fluminense dividiu a artilharia do torneio com o espanhol Fernando Torres, ambos marcaram cinco gols.
Cerca de 73.500 assistiram à partida final no Maracanã. O estádio também será palco da final da Copa do Mundo da Federação Internacional de Futebol (Fifa) no ano que vem.
 

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil 
Edição: Aécio Amado

Festa de encerramento da Copa das Confederações empolga o público no Maracanã


 
Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – Começou pontualmente às 17h25, conforme planejado, a festa de encerramento da Copa das Confederações, no estádio do Maracanã. O gramado foi coberto com um plástico verde, invadido por dezenas de pessoas representando réplicas de bolas de futebol. O primeiro artista a se apresentar foi o sambista Arlindo Cruz, seguido pela dupla Victor e Léo.
A dupla sertaneja deu a vez ao cantor Jorge Ben Jor, que abriu passagem para a musa do axé Ivete Sangalo, que cantou a música Festa, a mesma que embalou a última conquista do Brasil, no pentacampeonato vencido na Copa do Japão e da Coreia em 2002.
Componentes da Escola de Samba Acadêmicos do Grande Rio entraram em seguida, vestidos de verde, amarelo e azul. Eles se juntaram no meio do campo, compondo uma grande Bandeira Nacional, e depois soltaram dezenas de balões coloridos. A festa durou 18 minutos, conforme estava estabelecido, sendo muito aplaudida pelo público. Faltando menos de uma hora para o início da final entre o Brasil e a Espanha, as arquibancadas já estão completamente lotadas.
Edição: Graça Adjuto

sábado, 29 de junho de 2013

Antes da decisão, mistura de ritmos brasileiros tomará conta do Maracanã


Antes da decisão, mistura de ritmos brasileiros tomará conta do Maracanã
Vale a pena chegar cedo ao Estádio do Maracanã neste domingo (30/6). Antes de alguns dos maiores ídolos do futebol mundial fazerem os torcedores vibrarem na decisão entre Brasil e Espanha, ícones da música popular brasileira prometem emocionar e levantar o público na cerimônia de encerramento da Copa das Confederações da FIFA, marcada para as 17h25. Com o tema “Juntos num só ritmo”, o espetáculo contará com Arlindo Cruz, representando o samba, Victor & Leo, representando o sertanejo, Ivete Sangalo, representando o axé, e Jorge Ben Jor, representando a MPB, além da bateria da GRES Acadêmicos do Grande Rio. 
A cerimônia de encerramento terá duração de 18 minutos e tem como principal objetivo mostrar o espírito alegre do brasileiro e a força agregadora do futebol. Para isso, os artistas contarão com o apoio de 1.250 voluntários, selecionados entre 7.011 candidatos. Para o jogo deste domingo, marcado para as 19h, os portões serão abertos às 15h, uma hora antes em relação às outras duas partidas no Estádio do Maracanã.
As autoridades locais reforçam a necessidade de utilizar o transporte coletivo. Quem estiver com bilhete na mão para a grande final entre Brasil e Espanha não pagará passagem se optar pelo metrô ou trem. As linhas de ônibus também serão reforçadas, as ruas do entorno do estádio estarão fechadas para facilitar a movimentação dos pedestres e será proibido estacionar naquela região. Os torcedores serão recepcionados por voluntários, que indicarão o portão de acesso referente ao assento que consta no ingresso comprado.
Além dos 930 voluntários trabalhando no Estádio do Maracanã, 1.300 agentes de segurança privada trabalharão dentro e no perímetro externo imediato do Estádio do Maracanã. A primeira identificação do ingresso é visual e as filas são divididas entre cadeirantes/pessoas com necessidades especiais, espectadores com bolsas pequenas ou sem bolsas e espectadores com bolsas grandes. Para agilizar o processo, aconselha-se não levar bolsas ou mochilas. Os espectadores passam, então, pela checagem de segurança, que consiste em pórticos detectores de metais e aparelhos de raios-x para bolsas, numa operação semelhante à que ocorre nos aeroportos. Não é permitido levar, por exemplo, comida, garrafas, sinalizadores e instrumentos musicais. A lista completa está disponível no documento relacionado ao lado.
Após a checagem de segurança, os espectadores passarão pela checagem eletrônica dos ingressos, nas catracas. Nesta etapa, as filas são divididas entre público geral, cadeirantes/obesos e idosos/pessoas com necessidades especiais. É importante lembrar que crianças também precisam de ingresso para acessar o estádio. Ao chegar nas arquibancadas, os torcedores encontrarão voluntários e agentes de segurança privada treinados para orientá-los a encontrar os assentos marcados nos ingressos. A venda de cerveja no estádio será encerrada aos 30 minutos do segundo tempo.   
Para mais informações sobre os esquemas especiais do metrô e trem, além do planejamento da Prefeitura do Rio, acesse os documentos relacionados ao lado.

Semifinais batem recorde na audiência de TV

Semifinais batem recorde na audiência de TV
© Getty Images
A audiência de televisão durante as semifinais da Copa das Confederações da FIFA Brasil 2013 bateu recordes nos principais mercados mundiais: ambos jogos registrando grandes índices de audiência, o que confirma a crescente popularidade do torneio dos campeões da FIFA.
O jogo semifinal entre o Brasil e o Uruguai, na quarta-feira, dia 26 de junho, atraiu um público de mais de 53,5 milhões em nove importantes mercados de televisão, um marco para o torneio.
A partida da Espanha contra a Itália, na quinta-feira, dia 27 junho, atraiu a maior audiência da televisão italiana para um evento esportivo desde a final da UEFA Euro 2012. Uma média de 12,5 milhões de pessoas sintonizaram na RAI Uno, que atraiu mais espectadores italianos neste evento do que nas semifinais da Copa do Mundo da FIFA África do Sul 2010™. O jogo foi o terceiro programa mais popular na televisão italiana deste ano e alcançou a terceira maior audiência para um evento esportivo da televisão espanhola deste ano, com 10,4 milhões de telespectadores sintonizados na Telecinco. Analisando os índices na Alemanha e no Reino Unido, foram atingidos novos recordes nesses territórios durante a Copa das Confederações da FIFA Brasil 2013: 4,7 milhões de audiência no canal alemão ARD e 4,2 milhões acompanharam a cobertura da BBC1 no Reino Unido.
A TV Globo, no Brasil, atingiu seu maior público do torneio até agora, durante a semifinal do Brasilcontra o Uruguai, com uma média de 29,7 milhões de telespectadores. Mais de 1,5 milhões de pessoas assistiram a partida pela Bandeirantes, totalizando uma audiência brasileira de 31,2 milhões, a mais alta do torneio.

Kuipers: "Será um jogão!"



Kuipers: "Será um jogão!"
© FIFA.com
Assim como para jogadores e técnicos, a final da Copa das Confederações da FIFA Brasil será um grande momento para o holandês Bjorn Kuipers e seus assistentes de arbitragem. Árbitro FIFA desde 2006, ele já trabalhou na UEFA Euro 2012 e apitou a decisão da última Liga Europa, entre Chelsea e Benfica.
Às vésperas do confronto entre Brasil e Espanha no Estádio do Maracanã, que definirá o vencedor do Festival dos Campeões, o juiz da partida conversou com exclusividade com o FIFA.com.
FIFA.com: Está gostando do torneio até agora?
Bjorn Kuipers: Muito. Foi um grande momento quando fui escolhido para a Copa das Confederações. Está sendo fantástico desde que cheguei. Aconteceram ótimos jogos.

E o que está achando do Brasil?
O país é incrível, muito grande e interessantíssimo. No entanto, não vimos tanto do Brasil porque não temos tempo para turismo. Treinamos na maior parte do tempo, e à tarde fazemos análises das partidas.

Qual é a sensação de ser escolhido para apitar a final?
Estou muito feliz e orgulhoso por ter sido apontado como o árbitro da final, não só por mim mesmo, mas pelos meus assistentes e pelo quarto árbitro. Também estou feliz pelas pessoas que trabalharam comigo nos últimos dois anos para alcançar este momento. Atingir esse nível exige um trabalho árduo, e nós atingimos.

Que tipo de jogo você espera?
Um jogão! O mundo inteiro está aguardando essa partida, é Brasil contra Espanha, dois dos países de maior tradição no futebol. Espero um jogo maravilhoso, com fair play e respeito de lado a lado.

O que acha do Maracanã?
É enorme, fantástico, moderno, respira futebol. O que mais se pode querer quando Espanha e Brasilestarão lá e você vai fazer parte disso? É um sonho. O estádio estará lotado e o clima será fantástico.

Que tipo de preparação vocês fazem antes de um grande jogo como esse?
Claro, é um jogo importante. Ambos os finalistas são países de grande tradição no futebol. Nós nos preparamos para todos os jogos. Fazemos uma análise da partida, estudamos os principais jogadores e nos inteiramos do estilo de jogo. Observamos quem faz passes longos, quem bate escanteios... Analisamos cada jogador e analisamos as partidas, portanto nos preparamos bem.

A atenção estará em você, Bjorn, mas vocês formam um time. Qual é a importância desse trabalho em equipe? 
Na minha opinião, o trabalho em equipe é a parte mais importante da arbitragem. Claro que o responsável sou eu, o árbitro sou eu, mas não consigo fazer nada sem os meus assistentes. Podemos ter 90 minutos sem erros de arbitragem, e daí ninguém fala do árbitro. Mas para conseguir isso precisamos estar preparados. Felizmente a minha equipe está junta há bastante tempo, portanto nos conhecemos bem, e isto é muito importante.

A tecnologia da linha do gol é uma novidade. Que tipo de impacto ela teve no trabalho de vocês?
Até agora não precisamos usá-la, mas tivemos uma excelente explicação da tecnologia. Temos um relógio, e quando a bola cruza a linha, ele vibra e emite um bipe. Isso ajuda o árbitro em situações críticas. A tecnologia só veio para nos ajudar.

O seu pai também foi árbitro. A profissão está no sangue? 
Sim, acho que está no meu sangue. É preciso ser uma personalidade, administrar um jogo, administrar os jogadores, e para isso é preciso ter um passado no futebol. Eu fui jogador de futebol. E é preciso ser bom administrador.

Antes de uma partida como essa, o sonho de um jogador é fazer um gol, ou participar de um. E o seu?
O meu é bem simples. O meu sonho é que depois da final ninguém fale do árbitro!

Neymar, diante da história

Neymar, diante da história
© Getty Images
Nesta Copa das Confederações da FIFA, os torcedores brasileiros em geral puderam viver aquele tipo de experiência que os santistas tiveram nos últimos anos e pela qual os barcelonistas vão passar nas próximas temporadas. Aquela em que, quando Neymar recebe a bola, o estádio fica na expectativa de que algo especial está por acontecer.
Como no seu golaço contra o Japão, com menos de três minutos de torneio corridos no jogo de estreia. Ou como no finalzinho da partida contra o México, quando ele encontrou um espaço improvável para fazer uma incrível assistência para Jô marcar.
Bem, diante do confronto entre sua Seleção Brasileira com a Espanha, no Maracanã, domingo, é o próprio Neymar quem está do outro lado. É ele quem tem de lidar com a ansiedade de encarar um momento único do futebol, quiçá o jogo mais importante de sua jovem carreira. “É uma grande final, tem tudo para ser um jogo histórico, e a gente sabe disso”, disse ao FIFA.com. “Esperamos poder gravar nosso nome na história do futebol, ainda mais num estádio como o Maracanã.”
O atacante parou brevemente para conversar com nossa reportagem depois de uma extensa entrevista coletiva no Rio de Janeiro, que beirou os 30 minutos. E aqui fazemos um adendo necessário: sim, o garoto de 21 anos vive dias de ansiedade até a hora de entrar em campo no mítico estádio e enfrentar alguns de seus ídolos, que compõem hoje o time a ser batido mundialmente. Porém, não se pode confundir isso com nenhum tipo de nervosismo.
Cada vez mais solto e confiante de frente para o costumeiro batalhão de jornalistas, Neymar falava com a maior tranquilidade do mundo. Apesar de ele mesmo ter confessado que, na quinta-feira, após a duríssima classificação espanhola na disputa de pênaltis contra a Itália, havia dito ao companheiro Thiago Silva que a decisão bem poderia ser disputada já na sexta que se passou. “Mas tem de esperar, né?”, completa, rindo.
Para fazer história
Toda final, claro, mexe com o brio e os sentimentos dos jogadores. O craque da Seleção já viveu algumas delas pelo Santos. Sabe bem disso. Mas que tal agora o primeiro embate desta natureza em casa, num templo como o Maracanã? Com a camisa 10 canarinho? Contra adversários que estão entre seus preferidos no esporte, e com os quais já ganhou muitas partidas – no videogame? “O mundo inteiro esperava Brasil e Espanha na final, até nós. Vamos jogar contra os melhores do mundo, da melhor seleção do mundo.”

Neymar disse que, por tudo o que a Fúria acumulou de conquistas de 2008 para cá – dois campeonatos europeus e sua primeira Copa do Mundo da FIFA –, os oponentes da Seleção mereceriam a condição de favoritos no domingo. Mas calma lá, também: “A gente tem que ter o respeito, mas dentro de campo tem que se impor. A Espanha traz seus grandes craques, o Brasiltambém vai com os seus”.
“O que a gente tem de fazer é jogar futebol, sem depender de nada. Vamos enfrentar a melhor equipe do mundo, com os melhores do mundo, mas aqui temos um monte de jogadores talentosos. O respeito é grande, a admiração também, mas, dentro de campo, o nosso futebol é bonito e a gente confia muito um no outro. Podemos fazer uma ótima partida no domingo.”
Como se já não houvesse muitas coisas em jogo, a final da Copa das Confederações também marca sua despedida dos gramados brasileiros, como um jornalista o lembrou durante a coletiva. Depois do Maracanã, Camp Nou. Foi uma pergunta que o pegou realmente de surpresa. “Nem tinha pensado nisso”, disse o atleta, que, da torcida do Santos, se despediu em um jogo do Brasileirão, contra o Flamengo, no Estádio Nacional Mané Garrincha – justamente o palco do jogo de abertura do Festival de Campeões. Na ocasião, ele chorou ao cantar o Hino Nacional, ciente de que uma página importante de sua carreira estava sendo virada. ”Não sei como vai ser. Não sei se vai ter choro. Mas a emoção vai lá em cima, claro."
E não tem jeito, mesmo, de se segurar: muito além de um “até breve” aos torcedores brasileiros,Neymar se vê, em suas próprias palavras, aguardando um jogo que tem tudo para ser histórico. Para o qual ele espera dar sua contribuição. Aí, sim, transferindo a ansiedade para o público.

Del Bosque: "O Brasil é um time completo"


Del Bosque: "O Brasil é um time completo"
© AFP
Vicente del Bosque transmite tranquilidade e sabedoria, duas qualidades que também servem para definir a seleção espanhola que ele comanda há cinco anos. Neste período, ganhou uma Copa do Mundo da FIFA e uma Eurocopa, mas acima de tudo conquistou reconhecimento quase unânime a um estilo de jogo que se transformou em uma espécie de paradigma para a comunidade futebolística internacional.
A poucas horas de enfrentar no Maracanã o anfitrião Brasil na final da Copa das Confederações da FIFA, o único troféu que ainda não conseguiu ganhar, o melhor técnico de 2012 se sentou para conversar com exclusividade com o FIFA.com
FIFA.com: Pensando no desenvolvimento e não no resultado, que conclusões positivas e negativas a semifinal contra a Itália lhe deixou?
Vicente del Bosque: Tivemos momentos muito difíceis. A Itália foi a seleção que nos causou mais problemas. Pelas suas virtudes, principalmente, e também por algum defeito nosso, ficamos abertos demais, um erro que já havíamos previsto, mas que só soubemos resolver no segundo tempo. Além disso, não dominamos o jogo: normalmente temos de 60% a 70% da posse de bola, mas naquele dia foi mais equilibrado.

Foi uma surpresa a sua afirmação de que não tinha feito uma lista para a cobrança de pênaltis… 
Não é um assunto importante. Temos muitos jogadores capacitados a bater pênaltis, e a ordem não era relevante. Acontece o mesmo com as cobranças durante os jogos: quem tiver mais confiança entre esses três ou quatro que podem arrematar, que bata. 

Ao mesmo tempo, isso diz algo com relação à maneira de trabalhar com o seu grupo de colaboradores. Como funciona esse trabalho? 
Um treinador não pode estar o tempo todo no seu próprio mundo, nem também fora do banco achando que vai resolver tudo. Oito olhos veem mais que dois, e os meus colaboradores sempre me permitem ter uma melhor perspectiva. Uma pessoa sozinha às vezes não consegue encontrar os pontos fracos da equipe. 

Nesse contexto, foi interessante a substituição de Javi Martínez, que surpreendeu ao entrar como atacante. Tinha testado essa variante anteriormente ou foi algo relacionado à sua leitura da partida? 
Não estava previsto, foi uma reação ao que acontecia em campo. O jogo exigia uma vitalidade, uma força e um trabalho constantes em uma zona onde Xavi e Iniesta tinham feito um grande esforço, mas também precisávamos de alguém que soubesse se desmarcar, que tivesse jogo aéreo. Eram várias coisas, e o Javi Martínez podia nos dar todas elas.

Acha que os adversários estão cada vez mais pondo a Espanha à prova?
Estamos cheios de responsabilidade por causa do que conseguimos. Antes éramos aspirantes e agora somos os campeões, e por isso é normal que nos conheçam mais e que surpreendamos menos. Não é fácil encontrar novas maneiras de surpreender, e por isso precisamos fazer muito bem o que sabemos. 

Um dos pontos fortes segue sendo a defesa, e isso apesar de a dupla de zaga ser nova. Acha que esse mérito não é reconhecido? 
Não temos o rótulo de defensivos, ninguém pode nos reduzir a isso. É óbvio que há relação direta com o tempo em que ficamos tocando a bola e com a influência sobre a tomada de iniciativa. Esta equipe não olha muito para trás, e boa parte do mérito vai para Busquets e Xavi, que nos dão equilíbrio. 

Antes de falar sobre o Brasil como rival... Foi bastante interessante o seu comentário com relação ao que representa para os seus jogadores a final como um todo: o Maracanã, o adversário, o que significa o jogo... 
Eles ainda são jovens que têm sonhos e esperanças, e não seria bom se não os tivessem. Enquanto muitos sonham com coisas inalcançáveis, estes rapazes conseguiram realizar muitas coisas, e é agradável saber que este jogo gera novos sonhos. Sem emoção, ninguém pode fazer nada. 

Agora sim, o que nos pode dizer deste Brasil
Que não é um rival fácil de dominar. Todos os que jogam pelos flancos têm domínio e chegada, o núcleo do centro traz equilíbrio, tanto os zagueiros como os volantes. É uma equipe completa, jovem e com uma grande vitalidade. Será importante evitar que nos atropele no início. 

Está surpreso com o que Luís Felipe Scolari conseguiu em apenas seis meses?
Scolari é um grande conhecedor do futebol brasileiro e foi em busca dessa essência, mas com a organização de uma equipe europeia. Não tem astros, mas sim conteúdo, e formou uma equipe em todo o sentido da palavra. Este vem sendo um grande teste para eles, que atingiram o objetivo de chegar à final. 

Há um favorito para a decisão? 
É óbvio que o retrospecto não conta em uma partida assim. Eles são os pais do futebol e nós somos principiantes em termos de títulos, mas começamos zero a zero. 

O que poderá significar o título para este ciclo? 
Ganhar do Brasil na sua própria casa significaria um fato simbólico importante. Obtivemos um grande reconhecimento pelo que fizemos até agora, mas isso depende de seguir ganhando. Esperamos cumprir com essa responsabilidade.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Banquete final de um grande aperitivo


Banquete final de um grande aperitivo
© Getty Images
Brasil inteiro sonhava em chegar à final da Copa das Confederações da FIFA 2013, e agora a Seleção enfrentará a Espanha na nona decisão da história do torneio. O confronto entre os donos da casa e os atuais campeões mundiais e europeus promete espetáculo puro no mítico Estádio do Maracanã, palco do jogo deste domingo. O FIFA.com faz uma prévia do duelo.
O jogo
Brasil x Espanha, Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro, domingo, 30 de junho, 19h (horário local)

Em cena
Com toda certeza, a Copa das Confederações da FIFA é um evento que cai bem para os brasileiros. Eles venceram as duas últimas edições e estão invictos no torneio desde 2005, quando caíram diante do México por 1 a 0. Embora tenha passado por altos e baixos nos últimos meses, a Seleção se reencontrou durante a competição e se prepara para disputar a sua quinta final, e a terceira consecutiva. E ninguém duvida que a equipe canarinho estará determinada a encerrar a sua bela campanha com uma grande festa para a torcida. Para o jogo deste domingo, o técnico Luiz Felipe Scolari terá todos os seus jogadores à disposição e um dia a mais de descanso que os espanhóis, que precisaram ir até os pênaltis para derrotarem a Itália. Será que o Brasil vai tirar proveito dessa vantagem?  

O técnico Vicente del Bosque, em todo caso, já tem a resposta. "Foi o destino, não aceito nenhum tipo de desculpa", avisou. O comandante da Fúria também poderá com o elenco completo, apesar do cansaço acumulado na prorrogação com os italianos. Mesmo assim, os ibéricos jogarão motivados a buscar o único título que ainda lhes falta. Para isso, a seleção deve lançar mão do seu 4-3-3 e do famoso toque de bola que ele proporciona — uma receita que vem dando certo desde 2008. Afinal, a Espanha venceu quase tudo que disputou desde aquele ano, com exceção, justamente, da Copa das Confederações.
O número
63 — Espanhóis e brasileiros se encontraram no Maracanã há 63 anos, quando a Seleção bateu a Fúria por 6 a 1. Até hoje, aquela continua sendo a segunda derrota mais severa da Espanha em todos os tempos. Já o último confronto entre os dois países aconteceu há 14 anos, um amistoso cujo placar permaneceu zerado.

O que eles disseram
"Eu realmente esperava uma final contra a Espanha, e acho que não sou único. Temos a oportunidade de jogar contra a melhor seleção do mundo, atual campeã mundial. Temos uma mistura de respeito e admiração por essa equipe, mas precisamos nos impor e jogar o nosso futebol."
Neymar, atacante do Brasil

"Precisamos de um bom espetáculo, de uma boa publicidade para o futebol. O Brasil venceu cinco Copas do Mundo e três Copas das Confederações. Jogará no Maracanã diante da própria torcida, e para nós é um grande sonho. Domingo começa uma nova história, do zero, e veremos quem terá a iniciativa."
Vicente Del Bosque, técnico da Espanha

Alba desbanca Ramos, e De Rossi é terceiro


Alba desbanca Ramos, e De Rossi é terceiro
© Getty Images
Atual campeã europeia e mundial, a Espanha pode até ser festejada pela qualidade de seu toque de bola. No entanto, depois da acirrada semifinal contra a Itália, o Índice Castrol ressalta o quanto os espanhóis devem seu lugar na final da Copa das Confederações da FIFA deste domingo a seus defensores.
Os homens de Vicente del Bosque foram acuados em boa parte do empate sem gols desta quinta-feira com os italianos em Fortaleza. Assim, depois do triunfo por 7 a 6 nos pênaltis, não é surpresa nenhuma que os defensores da Fúria tenham recebido altas notas.
Gerard Piqué – o espanhol de maior nota da partida (9,53), seguido do goleiro Iker Casillas (9,28) – subiu 13 posições e aparece em quinto após a boa apresentação que fez, que incluiu um desvio decisivo a um chute de Claudio Marchisio. Em outro momento, o zagueiro do Barcelona superou o cansaço e avançou com tudo, quase concluindo com êxito um contra-ataque o segundo tempo. Para completar, nos pênaltis, converteu sua cobrança com frieza.
Com isto, três defensores espanhóis surgem entre os cinco primeiros colocados do Índice, sendo queJordi Alba e Sergio Ramos ocupam as duas primeiras colocações. A nota de 9,07 do lateral-esquerdo do Barça contra a Itália garantiu que ele pulasse de terceiro para primeiro, tirando Ramos da liderança.
A defesa da Espanha sofreu apenas um gol – contra o Uruguai, na estreia – em 390 minutos em campo no Brasil. Ramos e Alba, em particular, somaram muitos pontos em vários critérios. O zagueiro do Real Madrid é quem mais bolas recuperou na competição (31) e também o jogador de linha que mais bolas afastou (nove). Alba está empatado em terceiro nesta última categoria (cinco), mas conta com o extra de também atacar, o que lhe permitiu fazer nove arrancadas sozinho até o setor ofensivo até o momento, além dos dois gols contra a Nigéria. A média de pontos do lateral do Barça no Índice foi rebaixada depois da fase de grupos porque ele não disputou todos os jogos (ficou fora do encontro com o Taiti pelo Grupo B), mas essa punição já não se aplica.
O grande salto de De Rossi 
O terceiro classificado no Índice depois das semifinais é o italiano Daniele De Rossi, cuja grande apresentação pela Azzurra lhe valeu a maior pontuação desta fase entre todos os jogadores (9,69). Foi uma ascensão significativa para o meia da Roma, que antes aparecia em 33º. De Rossi poderia ter pontuado ainda mais se tivesse convertido a cabeçada ou o chute com que ameaçou a meta de Casillas no primeiro tempo.

Vale a pena observar que De Rossi e seu igualmente impressionante companheiro Giorgio Chiellini – segundo melhor italiano contra a Espanha (9,57) – fizeram mais desarmes que qualquer outro jogador nesta Copa das Confederações da FIFA: foram seis de De Rossi e oito de Chiellini.
Para concluir, Fred continua sendo o brasileiro mais bem classificado no Índice Castrol. Autor do primeiro gol do Brasil na vitória por 2 a 1 sobre o Uruguai na semifinal – seu terceiro na competição –, ele é o quarto colocado. Já Paulinho, autor do segundo contra a Celeste, foi quem mais pontos somou na quarta-feira. Ainda assim, Fred, que caiu duas posições, continua sendo a maior esperança doBrasil de impedir uma dobradinha espanhola no topo da classificação.
A lista dos dez primeiros, faltando um único jogo, é a seguinte:
Jordi Alba (Espanha, 9.57), Sergio Ramos (Espanha, 9.47), Daniele De Rossi (Itália, 9.38), Fred (Brasil, 9.30), Gerard Piqué (Espanha, 9.23), Marcelo (Brasil, 9.16), David Luiz (Brasil, 9.09), Andrés Iniesta(Espanha, 9.03), Diego Lugano (Uruguai, 8.98) e Thiago Silva (Brasil, 8.92).

FIFA.com voltará a publicar a atualização do Índice Castrol após a final desta Copa das Confederações da FIFA. Enquanto isso, você pode ler outras análises estatísticas e mergulhar ainda mais neste exclusivo sistema de classificação de jogadores clicando em "Índice Castrol" no alto da página.

Blatter: "Um torneio da mais alta qualidade"


O presidente da FIFA, Joseph S. Blatter, afirmou que a Copa das Confederações da FIFA Brasil 2013 proporcionou um futebol "da mais alta qualidade" em comparação com os torneios anteriores durante uma coletiva de imprensa realizada no Rio de Janeiro nesta sexta-feira(28).
Antes das entrevistas, foram ressaltados os 61 gols marcados em solo brasileiro (média de 4,36 por jogo) e a audiência superior a 50,4 millhões de telespectadores em apenas dez países para a partida entre Brasil e Itália pelo Grupo A, no último sábado. Também se destacou uma pesquisa independente mostrando que 71% dos brasileiros apoiam a realização da Copa do Mundo da FIFA 2014 no país.
Estiveram presentes à coletiva o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, o presidente da CBF e do Comitê Organizador Local, José Maria Marin, o secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, e o CEO do Comitê Organizador Local, Ricardo Trade.
Joseph S. Blatter, presidente da FIFA
Do ponto de vista da organização do torneio, estou especialmente feliz com o que aconteceu aqui. Só recebemos elogios das oito delegações participantes da competição. 
Olhando para dentro de campo, preciso admitir que esta foi a melhor Copa das Confederações da FIFA que já organizamos em termos de qualidade do futebol. As partidas foram atraentes e intensas, mas limpas, sem nenhum cartão vermelho.
Obviamente, o torneio foi disputado em um contexto de agitação social, mas acho que o futebol desempenhou um papel positivo aqui. Consigo entender a agitação social, mas o futebol une as pessoas. Quando digo isso, digo que o futebol uniu as pessoas nos estádios. Foi uma boa competição e estamos felizes por voltar no ano que vem para a Copa do Mundo da FIFA.
Temos trabalhado em conjunto para deixar um legado com este Mundial, não só pelos estádios, mas também para o meio-ambiente e para a sociedade — e é por isso que estamos organizando o Seminário Football for Hope em Belo Horizonte.
Esta foi a primeira vez em que a FIFA introduziu o passaporte biológico para o controle antidoping de sangue e urina. Todos os testes realizados com todos os jogadores na competição deram negativo. A tecnologia da linha do gol também funcionou bem e, embora ela não tenha sido utilizada diretamente em um lance duvidoso, os árbitros estão satisfeitos com ela.
José Maria Marin, presidente do Comitê Organizador Local
Trabalhamos intensamente nos últimos meses para poder realizar não só um ensaio para a Copa do Mundo, mas um evento de padrão internacional que mostra a nossa capacidade de fazer algo melhor e ainda mais especial no ano de 2014. Tiramos lições que serão repassadas às outras cidades-sede.
Aldo Rebelo, ministro do Esporte
Acredito que o Brasil fez o máximo para organizar a Copa das Confederações da FIFA, correspondendo a todas as expectativas do país e do mundo. Na final, veremos a seleção pentacampeã mundial contra a atual campeã aqui no Rio.
Obviamente, as partidas aconteceram durante os protestos no Brasil, os quais começaram em São Paulo antes de se espalharem para outras cidades. Houve pessoas que tentaram relacionar as manifestações com a Copa do Mundo da FIFA, mas acredito que elas começaram por problemas internos, questões de transporte, saúde e educação. Mesmo com os protestos, o torneio ocorreu com segurança para os torcedores e para as delegações. Em suma, enfrentamos esses desafios, mas os planos operacionais funcionaram. As manifestações são um direito democrático, mas as pessoas também têm o direito de ir aos jogos com segurança.

Sedes da Copa do Mundo da FIFA trocam experiências no Rio


Sedes da Copa do Mundo da FIFA trocam experiências no Rio
© Getty Images
Na última segunda-feira (24/6), as 12 sedes da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 tiveram a chance de mostrar a representantes da imprensa seus projetos, peculiaridades e algumas das delícias gastronômicas com que esperam encantar milhares de torcedores que virão ao país no ano que vem. No Maracanã, autoridades locais de Brasília, Belo Horizonte, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e  São Paulo tiveram contato com jornalistas brasileiros e estrangeiros e aproveitaram a oportunidade para trocar experiências entre si.
O evento contou com a presença do secretário geral da FIFA, Jérôme Valcke, do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, do secretário executivo do Ministério do Esporte, Luís Fernandes, do diretor de Comunicação da FIFA, Walter De Gregorio, e do CEO do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, Ricardo Trade. Pela manhã, eles participaram de uma coletiva de imprensa em que fizeram um balanço sobre a primeira fase da Copa das Confederações da FIFA Brasil 2013.
Sede da partida de abertura da Copa do Mundo da FIFA, no dia 12 de junho de 2014, São Paulo foi representada pelo secretário de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Regional, Julio Semeghini. Ele ressaltou a importância do evento para o intercâmbio entre as cidades:
"Esta foi uma ótima oportunidade para apresentar à imprensa internacional a infraestrutura de São Paulo e mostrar os investimentos que o Estado recebe atualmente. Falamos do potencial turístico que pretendemos desenvolver junto com a realização da Copa do Mundo, além dos nossos esforços em receber diversas seleções em nossos Centros de Treinamento, na capital, no litoral e no interior."
“Projetos como esse são sempre coroados de êxito. Essa iniciativa do COL e da FIFA em reunir as 12 cidades permite que a imprensa faça uma pequena degustação do que vai encontrar na Copa do Mundo. E foi uma oportunidade excelente para o intercâmbio de informação entre as sedes”, disse o diretor vice-presidente da Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur), Alexandre Mulatinho.
Por ter sido uma das sedes da Copa das Confederações ao lado de Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador, Brasília compartilhou sua experiência com as demais sedes da Copa do Mundo da FIFA, fato considerado importantíssimo por Nelson Souza, da Coordenadoria de Comunicação do Governo do Distrito Federal:
“Conversei aqui com o secretário extraordinário para a Copa do Mundo do Governo do Mato Grosso, o Maurício Guimarães, e sugeri marcarmos um encontro para passarmos para a Cuiabá nossa vivência com a Copa das Confederações da FIFA. Nós já temos alguma experiência e podemos dividí-la. Acho extremamente importante a integração entre as cidades.”
O secretário Estadual de Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul, Kalil Sehbe, ressaltou a importância do contato direto com a imprensa para que as cidades-sede da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 informem corretamente o andamento da preparação de cada uma delas e divulguem seus planos para receber os torcedores. Segundo ele, a competição é também uma oportunidade para o desenvolvimento econômico dos estados e cidades:
“ A Copa do Mundo precisa ser vista também como uma oportunidade de negócios. A região Sul é a porta de entrada do Mercosul para o Brasil. Então estamos aproveitando para mostrar toda a potencialidade do Rio Grande do Sul. Um evento como a Copa do Mundo nos abre oportunidades para falarmos com o mundo.
Cercada pela Floresta Amazônica e margeada pelo Rio Amazonas, Manaus se prepara para receber turistas ansiosos em explorar os sabores desta rica região brasileira.
“Estamos trabalhando para fortalecer a cultura gastronômica de Manaus. A cidade ainda é pouco conhecida internacionalmente pelos pratos que oferece com base nos peixes da Amazônia. Mas, desde 2011, houve um processo de amadurecimento dos restaurantes locais, que começaram a valorizar os pratos regionais nos seus cardápios. Isso gerou um mercado novo para os chefs, que passaram a querer criar pratos com os peixes regionais”, disse o coodenador da Unidade Gestora do Projeto Copa (UGP Copa), Miguel Capobianco. 
 Assim como Manaus, Cuiabá também quer aproveitar a Copa do Mundo para divulgar suas belezas naturais e delícias gastronômicas:
“Por causa do Pantanal temos um meio ambiente riquíssimo. Quem for nos visitar durante a Copa do Mundo verá paisagens lindíssimas e poderá degustar pratos deliciosos feitos com os peixes da região”.
 Já a outra representante do sul do Brasil, Curitiba, se prepara para deixar para a população um legado que vai muito além de um novo estádio. A capital paranaense investe em melhorias na mobilidade urbana, na revitalização do centro histórico e quer se consolidar ainda mais como uma cidade voltada ao turismo de negócios.
“Durante a Copa do Mundo vamos acolher todos os visitantes com muito profissionalismo e simpatia, oferecendo infraestrutura para o turismo, boa comida e muitas atrações culturais”, disse o secretário de Estado do Turismo, Mario Celso Cunha.