O presidente da FIFA, Joseph S. Blatter, afirmou que a Copa das Confederações da FIFA Brasil 2013 proporcionou um futebol "da mais alta qualidade" em comparação com os torneios anteriores durante uma coletiva de imprensa realizada no Rio de Janeiro nesta sexta-feira(28).
Antes das entrevistas, foram ressaltados os 61 gols marcados em solo brasileiro (média de 4,36 por jogo) e a audiência superior a 50,4 millhões de telespectadores em apenas dez países para a partida entre Brasil e Itália pelo Grupo A, no último sábado. Também se destacou uma pesquisa independente mostrando que 71% dos brasileiros apoiam a realização da Copa do Mundo da FIFA 2014 no país.
Estiveram presentes à coletiva o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, o presidente da CBF e do Comitê Organizador Local, José Maria Marin, o secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, e o CEO do Comitê Organizador Local, Ricardo Trade.
Joseph S. Blatter, presidente da FIFA
Do ponto de vista da organização do torneio, estou especialmente feliz com o que aconteceu aqui. Só recebemos elogios das oito delegações participantes da competição. 
Olhando para dentro de campo, preciso admitir que esta foi a melhor Copa das Confederações da FIFA que já organizamos em termos de qualidade do futebol. As partidas foram atraentes e intensas, mas limpas, sem nenhum cartão vermelho.
Obviamente, o torneio foi disputado em um contexto de agitação social, mas acho que o futebol desempenhou um papel positivo aqui. Consigo entender a agitação social, mas o futebol une as pessoas. Quando digo isso, digo que o futebol uniu as pessoas nos estádios. Foi uma boa competição e estamos felizes por voltar no ano que vem para a Copa do Mundo da FIFA.
Temos trabalhado em conjunto para deixar um legado com este Mundial, não só pelos estádios, mas também para o meio-ambiente e para a sociedade — e é por isso que estamos organizando o Seminário Football for Hope em Belo Horizonte.
Esta foi a primeira vez em que a FIFA introduziu o passaporte biológico para o controle antidoping de sangue e urina. Todos os testes realizados com todos os jogadores na competição deram negativo. A tecnologia da linha do gol também funcionou bem e, embora ela não tenha sido utilizada diretamente em um lance duvidoso, os árbitros estão satisfeitos com ela.
José Maria Marin, presidente do Comitê Organizador Local
Trabalhamos intensamente nos últimos meses para poder realizar não só um ensaio para a Copa do Mundo, mas um evento de padrão internacional que mostra a nossa capacidade de fazer algo melhor e ainda mais especial no ano de 2014. Tiramos lições que serão repassadas às outras cidades-sede.
Aldo Rebelo, ministro do Esporte
Acredito que o Brasil fez o máximo para organizar a Copa das Confederações da FIFA, correspondendo a todas as expectativas do país e do mundo. Na final, veremos a seleção pentacampeã mundial contra a atual campeã aqui no Rio.
Obviamente, as partidas aconteceram durante os protestos no Brasil, os quais começaram em São Paulo antes de se espalharem para outras cidades. Houve pessoas que tentaram relacionar as manifestações com a Copa do Mundo da FIFA, mas acredito que elas começaram por problemas internos, questões de transporte, saúde e educação. Mesmo com os protestos, o torneio ocorreu com segurança para os torcedores e para as delegações. Em suma, enfrentamos esses desafios, mas os planos operacionais funcionaram. As manifestações são um direito democrático, mas as pessoas também têm o direito de ir aos jogos com segurança.